JARDIM DA VIRTUDE

Terça-feira, Outubro 28, 2008

Descobrir a Vida


O conhecimento acerca da vida não está acima da própria vida, como descobriu o Homem ridículo que teve um sonho, de Fiódor Dostoiévski. Ele não se conformava com os homens que se consideravam omniscientes, conhecendo tudo acerca da vida, mas que procediam erradamente com o seu próximo. Ele não queria acreditar que “a maldade fosse o estado normal da humanidade”. A verdadeira ciência da vida encontra-se na própria vida que se vive. A vida vivida é sempre mais importante do que qualquer conceito, noção ou tese filosófica que se possa ter acerca dela. Se a maior loucura da vida é não a viver, por outro lado a maior sensatez da vida é encontrar-se com ela. Descobrir a Vida e vivê-la.

Foto recolhida aqui.

Sábado, Outubro 11, 2008

A Folha Outonal

A folha seca, de tons amarelo acastanhados, desprendeu-se do longo ramo da árvore e caiu. Foi-se com as primeiras gotas das primeiras chuvas do Outono. Ela era uma lembrança que um dia todas as folhas também cairão. Todas as coisas fenecerão.
Contudo, este rompimento final da vida não foi mau – nem sequer foi final. Se atentarmos melhor, iremos verificar que a folha seca, de tons amarelo acastanhados, afinal não caiu na terra molhada. Com a brisa fresca do vento, ela voou. Navegou rumo ao céu sorridente que a aguardava. Nas grossas gotas da chuva Outonal que a folha carregava, luzia um pequeno, mas fogoso raio de sol alaranjado que por entre as nuvens do fim do dia, espreitava.
“Bem-vinda”, ouviu-se então.

Quarta-feira, Outubro 08, 2008

O Caminho do Jardim

Se não percorresse vagarosamente o caminho perfumado do Jardim, como poderia ele calcorrear a íngreme e agitada rua esburacada?

Sábado, Outubro 04, 2008

Hora tranquila



Se para mais nada servisse, este blogue é um convite à pausa. Sei da recorrência do tema aqui, mas importa fazê-lo. Mergulhar nas profundezas do silêncio, reencontrando Deus e a nós próprios. Em meio à correria louca destes tempos agitados, urge assentar. Como Maria que permaneceu aos pés de Jesus, ouvindo a Palavra do Mestre. Escolhendo ouvir, crescia. Contemplando-O, enxergava-se. Parar para contemplar O criador, meditando no seu amor, graça e poder. Tranquilizar e aquietar a alma nele. Elias igualmente descobriu que Deus está, não só no fogo e nos ruidosos milagres, mas também na voz mansa e delicada do Senhor. Ouvindo-a, Elias levantou-se e avançou fortalecido.

Certamente que continuarei a escrevinhar sobre silêncio - eu preciso muito ouvir essa doce e meiga Voz - escrevo para mim. Sobretudo para mim.